A Escola Estadual de Ensino Médio Dom Antônio Zattera, está inserida junto ao CASE - Centro d

UM POUCO DA NOSSA ESCOLA



A Escola Estadual de Ensino Fundamental Dom Antônio Zattera, está inserida junto ao CASE - Centro de Atendimento Sócio-Educativo Regional de Pelotas/FASE-Fundação de Atendimento SócioEducativo, situado à Rua Cristovão José dos Santos nº 50, Bairro Três Vendas– Pelotas-RS. Atende adolescentes privados de liberdade que cumprem medidas sócioeducativas.
Objetivos da escola :
* Proporcionar uma educação como parte da formação humana não tendo apenas como fim o estudo, mas a transformação pessoal e social.
* Construir o conhecimento através de um processo dialógico, usando diversas linguagens, construindo e reconstruindo, interagindo individual e coletivamente.
* Construir conhecimentos significativos a partir da reflexão, problematização da realidade e da busca de soluções.
* Possibilitar a socialização do educando através do convívio com diferentes segmentos da Escola, CASE e da sociedade.
* Oportunizar cursos e exames oferecidos pelo sistema para acelerar os estudos, desenvolver competências para a preparação do trabalho e para a cidadania.
* Proporcionar participação nas manifestações culturais para expressão de sentimentos, da criatividade, sensibilidade e mais humanização.
* Despertar o gosto para se aprender ao longo de toda a vida, ou seja, exercitar a capacidade de aprender a aprender.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Reportagem do jornal Diário Popular em 13 de julho de 2016

"Fase registra números de reincidência menores do que sistema prisional"

O presidente da Fundação, Robson Zinn, fez uma análise sobre estrutura da instituição e questões referentes à ressocialização dos internos


O presidente da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase), Robson Zinn, analisou nesta quarta-feira (13), em entrevista ao programa Governo em Rede, a estrutura da instituição, a execução do Programa de Oportunidades e Direitos (POD), a Caravana pela Sócio-Educação, além de várias outras questões referentes à ressocialização dos internos.
Dentre vários aspectos ressaltados por Zinn está o índice de reincidência na instituição que é de 32,8%, enquanto que no sistema prisional, a reincidência ultrapassa 70%. O presidente explicou ainda que atualmente cerca de 1.350 adolescentes - com idade entre 12 e 21 anos - estão internados na Fase e que 400 deles têm aulas em algum curso profissionalizante.
Zinn relatou que a Fundação é a maior do Estado, possuindo cerca de 1.800 servidores. Dos 1.350 internos, 50% estão em Porto Alegre e os demais 50% nas unidades do interior. Os adolescentes do sexo masculino representam 98% dos internos, enquanto somente 2% são mulheres. Também destacou que todas as unidades da Fase possuem uma escola estadual, com curso de Ensino Fundamental e Médio, frequentada por todos os internos.
Segundo Zinn, o número de internos nos últimos três anos aumentou 51,3%, ou seja, entre março de 2013 e abril deste ano, o número de internos passou de 894 para 1.353. Isso significa que o crescimento de adolescentes internos na Fase, de março de 2015 a abril deste ano, aumentou em 14,6%.
O presidente da Fase destacou que o ato infracional de maior incidência cometido pelos adolescentes internos é o roubo, responsável por 52,2%. O segundo é o homicídio, com um índice de 16,3%, e, em terceiro, o tráfico de drogas, que atinge cerca de 8,9%.
O programa Governo em Rede é produzido pela Secretaria de Comunicação do Palácio Piratini e transmitido pela Rádio Web Piratini para todo o Estado com a participação de emissorass de rádio do interior.
* A informação é da assessoria de imprensa do governo do Estado, ao DIÁRIO POPULAR do dia 13 de julho de 2016

quarta-feira, 6 de julho de 2016

EXEMPLO A SER SEGUIDO

Vara da Infância e Juventude arrecada gibis para jovens infratores

Em pouco mais de um mês de campanha, foram reunidos cerca de 10 mil exemplares. Revistinhas serão distribuídas nas unidades de internação do DF
rEPORTAGEM PUBLICADA NO SITE mETRÓPOLES  -  PEDRO ALVES     30/05/2016 

A leitura tem um papel essencial na vida das pessoas e, para os menores infratores do DF, pode ter uma função ainda mais importante: o de ajudar no caminho para a redenção. Com o objetivo de incentivar a leitura entre esses jovens, a Vara de Infância da Juventude do DF (VIJ-DF) decidiu arrecadar gibis para distribuir nas unidades de internação do Distrito Federal.
A ideia é criar interesse dos adolescentes pelos livros e, quem sabe, ajudá-los a sair da vida de crimes. Iniciada em abril, a “Campanha do Gibi” conseguiu, em pouco mais de um mês, arrecadar cerca de 10 mil exemplares, que poderão ser lidos pelos quase mil internos que ocupam as sete unidades de internação da capital.
O número de revistinhas reunidas superou a expectativa dos organizadores e se deve principalmente aos esforços de servidores dos fóruns do Tribunal de Justiça do DF e ao Colégio Logosófico de Brasília, que mobilizou pais e alunos para a ação. Na tarde desta segunda-feira (30/5), os estudantes da instituição entregaram os gibis arrecadados.

MICHAEL MELO/METRÓPOLES
O estudante Felipe Costa, de 8 anos, espera que os gibis possam ajudar na recuperação dos menores infratores
Felipe Costa, de 8 anos, foi um dos alunos que arregaçou as mangas para poder amparar a outros. “Estou doando as histórias em quadrinhos para ajudar esses adolescentes a melhorar suas condutas”, afirma.
O projeto surgiu a partir de uma ideia do juiz Márcio da Silva Alexandre, da Vara Regional de Atos Infracionais da Infância e da Juventude. Em visitas às unidades de internação, o magistrado percebeu que os adolescentes gostavam de ler as histórias em quadrinhos e, então, sugeriu uma ação de arrecadação em conjunto com a Rede Solidária Anjos do Amanhã, que liga a VIJ-DF a ações sociais da sociedade.
De acordo com Flávia Fonteles, coordenadora da campanha, “o gibi, por ser uma leitura aparentemente mais simples, serve como chamariz para leituras mais complexas no futuro. Queremos aumentar o interesse desses jovens pelos livros, já que muitos deles costumavam viver nas ruas ou largaram os estudos”.
A maioria dos exemplares arrecadados vão para a Unidade de Internação Provisória de São Sebastião, para onde são encaminhados todos os menores infratores por um prazo de até 45 dias após a apreensão. O restante das revistinhas será distribuído entre as outras seis unidades de internação espalhadas pelo DF.